segunda-feira, 27 de maio de 2013

Olá Estamos de volta, trazendo na "Mala do Folclore" mais um Tomo da nossa obra, passeando mais uma vez no nosso cancioneiro popular do Período Colonial aos nossos dias. Divirtam-se!


Calundú

Era "Moda Cantada" por "Mulheres- Damas" nos Cabarets da cidade da Bahia nos primeiros séculos. Foi vista pelos cronistas  como música maldita. Apesar do europeu tentar branquear a nossa cultura, o brasileiro era fascinado pelo Calundú, que guardava características africanas e ameríndias, mesclada aos cantares ibéricos que lhe garantiu a entrada nos salões e casas burguesas. Em meados do século XVIII fez estrondoso sucesso na Corte de Maria I em Portugal. Muitos autores escreveram o Calundú, por exemplo,  Francisco Manoel da Silva, autor do Hino Nacional do Brasil.      



Romance


Romance- vindo dos século X, XI, XII. Como as canções de gesta, registrando as façanhas guerreiras de espanhóis e franceses. Foram poemas feitos para o canto nas Côrtes e Saraus aristocráticos.
O século XVI foi a época do Romance em Portugal e justamente a fase de povoamento do Brasil. Trazida pela memória do colonizador e passada as assonâncias e tonâncias para as rimas simples dos Brasis. É neste caráter que o Romance obteve voga extraordinária.






Cucumbí

Cucumbí - Dança dramática ou folguedo. Alguns autores a consideram de origem Banto. Segundo Melo Morais Filho, o nome era dado na Bahia aos negros congos que, no dia da circuncisão dos filhos (Ritual da  Puberdade), faziam uma refeição de Cumcube e realizavam o bailado do Cucumbí. 







                                         


Afoxé

Afoxé- Rancho Negro do Carnaval. Os negros se trajam principescamente e cantam canções em Língua Africana geralmente em Nagô, citou  Édison Carneiro.




arquivo pessoal

Atenção amigos, no próximo arreio da "Mala do Folclore" apresentaremos o trabalho "Brasiliana"  Tomo do divertido acervo de todas as obras incluindo o Boa Viagem o cd mais recente. Até breve e obrigada!.


   Dessa vez continuamos tirando de nossa Mala do Folclore o trabalho musicado no cd Fonte Nova, trazendo com ele, entre outros ritmos, o do Caiapó.


   Caiapó

O Caiapó ou Tatuía é uma dança indígena, sabe-se que os Tupys eram muito dados a música e a dança.Os Tupinambás e os Tamoios cultivavam as cantigas, improvisos e danças. Haviam as flautas sagradas que eram disputadas entre os sexos.
Gabriel Soares em seus estudos  sobre o Brasil Colônia descreveu: "Entre este gentio os músicos são muito estimados e por onde quer que vão são bem agasalhados, muitos atravessaram já o sertão por entre seus contrários sem lhes fazer mal."
Várias lendas falam sobre o Canto, os Instrumentos e as Danças. O Uakati - a flauta que tem o som do vento e a Pixiuba tocada quando amadurecem os frutos do Ingá.



arquivo pessoal


Nesse trabalho intitulado Lua Cheia o som da Diáspora...

         Samba de Maculêlê 
Makua [luta] Lêlê [pau roliço]. Maculêlê foi trazido pelos escravos Malês [povo Malí].Sendo que na África é uma luta e no Brasil uma dança que a princípio foi proibida. Batucadas nos Cacetes e depois com um tacho de couro veio o ritmo, dançando nas senzalas dos engenhos da Colônia Portuguêsa, único local permitido para essa expressão. Entre os Maculêlês mais famosos estão Ti-Ajou e João Obá que seguiram sua herança Malê e levaram a arte  das senzalas para a rua nos Carnavais.





A religiosidade Lusa é apresentado no cd Vila Velha com destaque para a Canção Ladainha.


Canção Ladainha

Canção - Ladainha são tiradas  (declamadas), ou cantadas durante os terços, novenas, trios, etc. ... Sua popularidade está baseada em poderes místicos. Sua impregnação religiosa é vasta e antiga, são feitas por ocasião de calamidades. Abalando as almas pela inflexão sonora e patética. O dinamismo da sugestão monótona, acabrunhadora e melancólica reduzindo o auditório a um estado apático e doloroso de quietismo, resignação e arrependimento contrito. Falava em seu dicionário de folclore o Senhor Câmara Cascudo.


arquivo pessoal




Na próxima passagem da Mala Folclórica por esta estação, apresentaremos mais três Tomos da nossa Obra Musical. Até breve!.

   

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Alguns dos ritmos nativos que são apresentados em nossos cd's


Jongo

O Jongo é uma espécie de Samba-de-Roda, dança cantanda brasileira de origem africana trazida pelos Nagôs. Muito difundida no Recôncavo baiano, sua forma característica é a dança em sentido contrário comum às danças afro-brasileiras. O Jongo mantém a fama de seus bailadores possuir poderes mágicos.

foto de acervo particular
                                                                                   

Lundu


O Lundu é uma dança e canto de origem africana, trazida pelos escravos Bantos, especialmente de Angola para o Brasil. A Chula, o Fado e o Tango brasileiro devem muito ao Lundu.
O Lundu foi a primeira forma de música negra aceita pela Sociedade Colonial brasileira. O mulato Domingos Caldas Barbosa começou a incendiar Portugal com Lundus e Modinhas no final do Século XVIII e teve seu apogeu no Primeiro Império.



foto acervo particular
     

Ciranda de Roda


Faz parte das pequenas danças que compõem o Cateretê, assim como a Tirana, Cana- Verde e o Recorte. Usada na Catequese, 
essa dança indígena muito colaborou com Anchieta. Os indígenas muito cantavam e dançavam usando textos católicos traduzidos em Tupy. Qual criança brasileira não brincou em uma " Ciranda de Roda"?, uma herança deixada pelos Caboclinhos Cirandeiros.




Chegaremos no próximo Post com a "Mala da Cultura" brincando com os ritmos Nativos, da Diáspora, e do povo Luso... .  



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ana Maria e Matias Moreno "Música Folclórica Brasileira"

RITMOS NATIVOS


   São ritmos bárbaros do Brasil Colonial e Imperial, dentro da cosmovisão Luso-Afro-Ameríndio que tem como ponto alto a exaltação das danças, bailados, folguedos e ritmos.
    Em nossos próximos posts, conversaremos um pouco mais sobre nossas raízes musicais em nosso trabalho, e apresentaremos de forma harmônica todo nosso Tomo, em 11 cd's e um mp3.